sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ausência de ser. densidade de ser.

Precisava me ausentar, ficar distante por um tempo. Estava com o sangue entupido. Meus poros precisavam de transpiração. Algo falhava na minha mente, isso não está dando certo. Oscilações eram tão freqüentes quando as de meu humor. Indiferença dói como um soco no estômago. Será que foi assim? Hoje acordei mal da alma. Não quis nem sequer levantar meu corpo da cama. Inventei meias palavras e me distanciei. Eu não estava com disposição para risos, olhares, observações. Não iria me entorpecer de coisas banais hoje. Com a chegada da noite veio seus convites. Nenhum tentador o suficiente para mudar meu estado de espírito. Nem música, nem filmes, nem livros. Só. Eu e a Charlotte. Um brinde aos solitários, aos estudantes de medicina, aos viajantes. Eles me entendem. TIM TIM!