terça-feira, 12 de outubro de 2010

mein Herz ist Eisen verrostet

Não sinto mais meu coração bombeando ou irrigando sangue sujo para o resto do meu corpo. Cadê seus movimentos, sua taquicardia, seu descompasso? A verdade é que ele está adormecido, apenas em processo de subsistência. Talvez com um pouco de sorte eu ache a cura antes que ele fique petrificado.

domingo, 10 de outubro de 2010

a mitologia das telas de cinema

Bom mesmo é filme que fica, não que passa. Cinema é feira turca, não com linguagem de babel, mas muda. É assim desde antes do falado 'O cantor de Jazz' (mesmo eu achando equívocos barulhentos nesse título, jazz não se canta, escapa). As respirações não se assumem, e as cabeças parecem perder companhia de resto de corpo. Àquelas rígidas circulares ovais junto às poltronas, da-se o nome de público. O famoso público que lustra o brilho dos manequins de filmes. Para essa convivência tão deliquente de uma sala, e especiarias mentais, foram criadas por lá no século XIX pelo Barão Le Dutron, entre cafés e destilados no Procope em Mauparnasse, algumas famosas condições, tais como:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Körper-Labor

Mein Körper, mein Labor - Symphonie epithelialen.

Faço experimentos com meu corpo. Mudo, pinto, corto, costuro e remendo. E no final, vejam só, parece ainda mais bonito.