Da janela do meu quarto a vista nunca foi das melhores. Ruas tortas, lascas de casas mal pintadas, chão batido, verde cá, marrom acolá e uma extrema sensação de cárcere. Dou meia-volta pela casa e procuro outro buraco na parede que aos meus olhos expresse a verdade contida nas coisas – pequenas e grandes -, mas o que enxergo é um mini mercado fechado, ônibus lotados e toda a movimentação da classe proletária. Largo meu suspiro, solto meu boa tarde para os compatriotas e volto a estudar.